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Blog de Carlos Silvano, do Estudogratis e Colunistas.

No dia 03/07/08, todo o Estado de São Paulo vivenciou uma crise sem precedentes em termos de conexão com a parada dos serviços em todo o Estado.
Anunciar isto em destaque é chover no molhado porque efetivamente todos foram atingidos, direta e indiretamente.

Muitas pessoas, físicas e jurídicas, foram pegas de surpresa sem poderem fazer absolutamente nada para manterem seu trabalho ou seu negócio. Esta surpresa não advêm do fato ser inusitado, mas sobretudo porque muitas empresas e pessoas construíram suas operações sobre este sistema e como todo sistema ou serviço, ele também esta sujeito a falhas, estas esquecidas depois de tanto tempo sem dar uma falha tão grande (não que este serviço seja 100% ativo).

Liguei e conversei com alguns amigos e outros tantos me ligaram em função de minha forte formação e atuação no mercado em Planos de Contingência e Análise de Riscos. Aos que me perguntavam sobre risco eu prontamente respondia: “Agora não cabe mais fazer a análise do risco porque ele deixou de ser risco para ser realidade, aproveite para contabilizar todos os impactos para quando o serviço for restabelecido, você possa fazer um cálculo efetivo para investir em Contingência e manter o que lhe é essencial ao negócio”.

Eu não sou um modelo de otimista, mas depois do incidente, o que temos para tirar de bom é a oportunidade de fazer um “e se…” bastante realístico porque efetivamente ele estará acontecendo e não será um “faz de conta” ensaiado em uma sala de reuniões.

O que me surpreende ver é a surpresa das pessoas e o pior, as ações desesperadas, algumas gerando mais prejuízo e perda de tempo. Máquinas de Fax empoeiradas pelo desuso foram postas para funcionar e placas de Fax/Modem foram re-instaladas, muitas delas sem sucesso porque suas versões já não eram compatíveis com os Hardwares novos do último UpGrade. Em termos de eficiência, as máquinas de Fax foram as campeãs para regularizar pelo menos as áreas comerciais, já as placas…

Muitas grandes empresas não se sentiram afetadas e vejo ai, pelo que pude comprovar, que na verdade não sentiram diretamente o impacto por verem suas conexões ativas, mas se esquecendo que dentro delas existem provedores de serviço, terceirizados que baseiam suas conexões única e exclusivamente no serviço que não estava disponível. Escritórios remotos e representações comerciais normalmente usam este serviço e assim, ficou de pé só a matriz que estava contingenciada.

Neste exato instante, confirmo outra queda do serviço, uma sexta feira, logo depois do almoço e faltando praticamente 2 horas para as 17:00h… quem vai trabalhar? Quem vai ficar esperando? – Fica para Segunda quando “eles” resolverem o problema.

Soluções e Oportunidades:
Com quem deve ficar a responsabilidade de resolver o problema ?

Pergunta interessante neste momento porque da parte da provedora de serviço, tenho absoluta certeza que já estão fazendo seu melhor porque este é seu negócio e sua sustentação, logo o “Eles” apontado na frase anterior deve ser proferido diante do espelho.

Se “Nós” não fizermos por nós mesmos de forma preventiva e sem paranóias, estaremos “delargando” (uma junção entre delegar e largar) nossa operação e negócios nas mãos de serviços dos quais não controlamos e assim, aceitando o risco inerente ao processo, sem ao menos vermos as alternativas viáveis (leia-se baixo custo e eficiência aceitável mediante a crise) que estão bem ao nosso lado e que reduzem o impacto.

Imaginando que uma conexão 3G via canal de Celular de 1Mb sai praticamente pelo mesmo preço que a conexão via cabo, pode-se imaginar que a compra destes dispositivos como contingência, mesmo que saibamos que a velocidade não permite extravagâncias, pode ser considerada.

Temos ai uma grande oportunidade para estas operadoras para consolidação deste mercado que ainda dará condições de mobilidade para aqueles que ficarem de posse destes dispositivos.

Não restam dúvidas que o mercado de conexão não será o mesmo depois deste “apagão” e este momento será decisivo para a entrada de alternativas para uma condição que a muito tempo tem sido considerada quase tão natural quanto ter água na torneira.

Aqui em casa, as “torneiras” continuam secas e para este caso, não tem caixa d’água ou balde para estocar uns megabits de conexão. Quem sabe eu não aproveite o tempo para dar uma passada nas lojas que vendem a conexão 3G…

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